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domingo, 4 de julho de 2010

Visões ampliadas, mentes aquecidas.

Desde a expansão colonial há décadas, o ser humano passou a investir e pensar somente em seus próprios interesses, desprezando quase totalmente seu futuro e o bem estar geral. Começamos pelos mares, descobrindo novos territórios, invadindo culturas, fazendo escravos e explorando por inteiro, recursos naturais e minerais existentes.  Não se conformando com a extinção do pau Brasil e da escassez de ouro e pedras preciosas em diversas regiões do planeta, começaram as explorações exageradas da água e do solo e mais tarde, com a revolução industrial, a exploração desses elementos e do ar.

Já estamos vivendo a terceira revolução industrial, desde a primeira, a expansão de fronteiras, urbanização e globalização, estão ativamente em cena. Não que as indústrias e a urbanização não tenham nos beneficiado, mas como já se sabe: tudo em exagero faz mal.

A intensa emissão de gases poluentes na atmosfera, como dióxido de carbono, metano e ozônio por indústrias e até por nós mesmos, por exemplo, através de queima da gasolina, contribuindo para a redução na espessura da camada de ozônio, que é uma espécie de proteção ao planeta, atualmente, estima-se que há um buraco de sete milhões de quilômetros quadrados na camada de ozônio.

Esses gases formam uma cobertura em volta do planeta, fazendo com que o calor fique preso na terra e eleve significadamente sua temperatura, causando assim, um superaquecimento global constante, responsável por maior número de doenças e câncer na pele, derretimento de geleiras polares, secas e aumento no nível dos mares, provocando mudanças em todos os ecossistemas do mundo.

A maioria das pessoas sabe como o clima interfere na vida, mas nem todas aprendem que interferências humanas no meio ambiente acarretam problemas a si próprios. Um exemplo claro de negligência é o fato dos EUA, um dos países que mais lança poluentes na atmosfera, ter se recusado a assinar o Tratado de Kyoto, que foi um documento que estabelecia medidas a serem seguidas pelos países aderentes para reduzir a emissão de CO2 na atmosfera.

Por estarmos cada vez mais preocupados com o crescimento econômico e avanço tecnológico, avançamos cada vez mais como profissionais e empreendedores, nos esquecendo de ampliar nossas visões e influenciar pessoas, reavaliando nossas atitudes e aquecendo nossas mentes através, por exemplo, do uso de energia sustentável, protestos como apagar as luzes juntamente com o mundo na chamada ‘Hora do Planeta’, diminuição do fluxo de carros e aerossóis, etc.

A maior responsabilidade pelo aumento da temperatura da Terra, infelizmente é do ser humano e de seu estilo de vida que usa excessivamente e indevidamente recursos que de certa forma, são benéficos. Essa responsabilidade tem um lado positivo: ainda há tempo para analisar e modificar o que for necessário para desacelerar o aquecimento global, afinal, o futuro do planeta está em nossas mãos, devemos em primeiro lugar, ser a mudança que desejamos ver no mundo.

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