Prezado Povo Brasileiro,
Mais uma vez a história do Brasil se repete, reforçando os elos entre os donos do poder e deixando em segundo plano os legítimos interesses na defesa dos verdadeiros donos da terra, que considero aqui, como os indígenas e ribeirinhas que vivem ao longo do Rio Xingu, onde a Usina Hidrelétrica de Belo Monte será construída.
Essa usina terá a capacidade de produzir 12.233MW de energia, porém, o que capitalistas defensores de tal obra não dizem é que ela não possuirá reservatório e dependerá apenas da água da chuva, fazendo, assim com que em épocas de seca, a eficiência da usina diminua consideravelmente, além disso, a obra inundará igarapés ao redor do Xingu e como a vazão da água do rio será reduzida, ciclos ecológicos da região e reprodução de algumas espécies de peixes sofrerão consideráveis interferências negativas.
A vazão do rio também prejudicará as populações que ali vivem, pois perderão o único meio de transporte que possuem para chegarem à cidade de Altamira, onde dispõem de médicos, dentistas e realizam seus comércios. A intenção do governo é deslocar essas populações de suas formas de vida tradicionais, deixando de lado décadas de cultura brasileira e costumes importantes para o país; esse ato causará não só o desconforto de ribeirinhas e principalmente dos indígenas, mas como também o fim da pesca e artesanato como forma de sobrevivência econômica desses povos.
O governo, caro Povo Brasileiro, poderia ampliar o campo de pesquisa na geração de energia renovável, para que os recursos naturais e a biodiversidade, bem como populações nativas sejam compreendidas como patrimônio nacional e, portanto, como elementos altamente valorizados e permanentes no país, afinal, os recursos hídricos da Amazônia continuarão no mesmo lugar, cabe a nós mostrarmos a quem precisa saber, que mais importante que o desenvolvimento econômico é o futuro que podemos construir a partir de mentes desenvolvidas. Ainda não estamos preparados para um desenvolvimento tão grande como o esperado para os próximos anos.
Atenciosamente,
A herança da consciência nacionalista dos velhos tempos.
Nenhum comentário:
Postar um comentário