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quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Devolvam á Itália, o que é de lá.










Venho lhes falar hoje sobre Cesare Battisti, um senhor com 52 anos de vida, ex-dirigente dos Proletários Armados pelo Comunismo (PAC)  e condenado à prisão perpétua na Itália por quatro homicídios cometidos entre 1977 e 1979. 

Se você leitor, não tem nenhum conhecimento sobre Battisti e muito menos assistiu aos telejornais de hoje, deve estar pensando que esse pobre senhor quase idoso, esta preso em uma cadeia Italiana até hoje, com saudades da família, dos amigos e de sua casa, não é mesmo? Sinto muitíssimo (ou não) em lhe informar que esse pensamento está totalmente incorreto. 

Cesare Battisti chegou a assassinar pais na frente de seus próprios filhos, causou pânico, terror, MORTE, ousou torturar pessoas inocentes, deixou homens paralíticos e causou cicatrizes incuráveis, cicatrizes de perda, sofrimento e solidão. 

Foi preso em 1979, em Milão e já em 1981 fugiu da prisão para a França, onde ficou anos ganhando a vida como escritor de romances policiais, (ironia ou não?). Quando o primeiro-ministro francês Jean Pierre Raffarin assinou o decreto de extradição contra Battisti, ele fugiu novamente, imagino que Cesare procurou muitos países para se esconder, mas em nenhum deles, encontrou pessoas no poder tão parecidas com si próprio, em nenhum país Battisti achou justiça tão falha, como no que ele escolheu, foi com o sentimento de igualdade e reconhecimento, que Cesare Battisti se refugiou no Rio de Janeiro em 2007. 

De caráter torpe, sem dar explicações, um cidadão comete homicídios, lidera quadrilhas, trafica armas e diferente do que aconteceria no Brasil, ele não é anistiado, e sim é condenado a prisão perpetua, provavelmente Battisti deve ter ouvido falar que aqui, Fernandinho Beira Mar, um dos maiores (ou até o maior) traficante de drogas do Brasil, só pode ficar 30 anos na cadeia. Provavelmente, Battisti conhece os esquemas de lavagem de dinheiro e crimes organizados que circulam no próprio governo diariamente, e caso ainda tenha ficado em duvida de qual país escolher, Battisti ousou pesquisar sobre a Ditadura Militar Brasileira na década de 70, onde todos os militares envolvidos em crimes similares aos de Battisti, foram anistiados, não tiveram que pagar nada, não foram presos, nem mortos, muito menos precisaram, por cavalheirismo pedir desculpas ás famílias que causaram sofrimento. 

Cesare Battisti, atualmente, continua em nosso país, e o mais engraçado é que todos nós sabemos que ele esta aqui, todos estamos cientes de seus crimes na Itália, e nada podemos fazer a respeito, pois ele está sob refugio político concedido pelo ministro da justiça Tarso Genro. 

Com todo respeito ao Senhor Ministro da Justiça, mas como ser a favor de alguém que há 30 anos destruiu famílias e burlou a lei de seu próprio país? Que segurança um assassino nos traz circulando livremente pelas nossas ruas? Que caráter positivo alguém que foge de suas responsabilidades com a lei e com a própria vida, pode apresentar? Nenhum. 

Caso a decisão de manter Battisti no Brasil não se altere. Estaremos mostrando ao mundo MAIS UMA VEZ a justiça falha e suja que possuímos e as opiniões confusas e tortas que governam nosso país. Estaremos apenas aceitando MAIS UM “brasileiro” aqui, que foge de suas obrigações, que não paga pelos seus crimes e que acha que 30 anos já podem ser considerados um passado completamente esquecido. 

O que nós esquecemos, ou até nos lembramos, mas estamos estáticos demais para dar valor, é que assim como muitas famílias Brasileiras nunca vão se esquecer do General Médici e de suas ordens, assim também, algumas famílias Italianas, nunca irão se esquecer de Battisti e do país que o recebeu e o perdoou de braços abertos.


O Brasil deveria ser um país onde o crescimento econômico acompanhasse a qualidade de vida e a EDUCAÇÃO de todos os cidadãos. Aqui temos uma republica livre, mas são poucos os que realmente desfrutam de tal liberdade ou a usam de forma correta.

Deveríamos mostrar ao mundo que nosso crescimento econômico acompanha todos os avanços, a lei deveria estar mais segura de si, mais justa, deveríamos para de apenas criticar o mundo lá fora, e olharmos para nós mesmos, enxergar nossos problemas atuais, nossas questões mal e não resolvidas e nossos erros passados, para que assim não os repetíssemos mais, nem a favor de Brasileiros, nem a favor de Italianos, ou de qualquer outro. Vamos zelar pela pouca dignidade que ainda resta nesse país e devolver á Itália, o que a pertence, pois lá, pelo menos, a lei será cumprida á risca e a justiça será levada a sério.


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