Clarice Lispector, escritora pós modernista, afirmou que liberdade é viver; ou seja, todos são livres e de acordo com a autora, o que ela ansiava, ainda não possuía nome.
Sabe-se que liberdade para alguns é apenas uma palavra, porém, para outros, remete a sentimentos, atitudes e poder. Os revoltosos franceses, por exemplo, ao tomarem a Bastilha na Revolução Francesa que tinha como lema: Liberdade, Igualdade e Fraternidade, buscavam acabar com o Absolutismo e ter voz ativa no poder. A partir daí, diversos movimentos político-sociais se desdobraram pelo mundo até se conquistar as formas de governo existentes hoje.
No Brasil, o traído movimento republicano da Inconfidência Mineira, trouxe os dizeres atuais da bandeira de Minas Gerais, que traduzidos do latim significam: “Liberdade, ainda que tardia”. Tal liberdade, aparentemente já conquistada e assegurada pela Constituição Federal como direito de todo cidadão, prevê que o Estado, ex ditadura e atual república democrática, governe pelo povo e para o povo a partir das necessidades deste, apresentadas por meio da expressão.
Sendo assim, ao cumprir seus deveres morais e tributários, a sociedade deve ter acesso ao destino do dinheiro público, como também à transparência e à exatidão das ações dos investimentos governamentais. O que é certo e honesto, não apresenta motivos para ser escondido, fazendo com que não existam justificativas, por exemplo, para as licitações secretas da construção dos estádios para a Copa de 2014 no Brasil e nem para os projetos de leis que circulam pelo Congresso brasileiro exigindo censura a certos assuntos.
Clarice Lispector após definir liberdade, escreveu: “porque há direito ao grito, então eu grito!”. Sendo assim, onde já existe liberdade, obrigatoriamente tem expressão e é por meio dela que a população deve exigir o cumprimento da lei e sugerir maior autonomia dos estados, a fim de que a partir de um órgão oficial, apresentem mensalmente uma prestação de contas à sua população.
Afinal, talvez o que Clarice ansiava já possuísse um nome: justiça, coisa pública advinda da liberdade.
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