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sábado, 11 de setembro de 2010

Fronteiras pós 11 de Setembro.


Há 9 anos, depois de dois aviões atingirem as Torres Gêmeas, nos EUA, novas fronteiras foram estabelecidas no mundo, não fronteiras geográficas, como a construção de muros físicos separando dois lugares, mas sim fronteiras na mente, capazes de erguer barreiras tão altas e fortes a ponto de cegar quase um planeta inteiro.

Após o atentado em Setembro de 2001, entrou em vigor uma guerra preventiva, o governo norte americano, sob a justificativa de uma cruzada mundial contra o terror, estabeleceu um chamado eixo do mal, que na verdade são países, alguns socialistas, que se opõem aos interesses americanos, como Cuba, Iraque, Irã, etc. Em 2003 então, tropas americanas, sem o consentimento da ONU, invadiram o Iraque, alegando que a ditadura de Sadam Husseim (mais tarde capturado e enforcado), produzia armas de destruição em massa, que nunca foram encontradas. Se Sadam está morto e não existem bombas atômicas no Iraque, por que a guerra praticamente persiste até hoje? É simples, mas as fronteiras do medo e do comodismo não nos deixam enxergar.

A partir da guerra Iraquiana, empresas petrolíferas norte americanas são significadamente beneficiadas, prisioneiros sem julgamento são torturados na Prisão de Guantánamo na base militar americana em Cuba, países inimigos dos EUA enfrentam dificuldades em comercializar com o resto do mundo, surgem novos conflitos e aumentam os ataques terroristas.

O mundo foi dividido ao meio, por uma fronteira imaginária que estabelece países bons e ruins. Os EUA não têm o direito de impor em quem se deve confiar ou não, pois se preocupam apenas com seus interesses, esse país luta há 9 anos por uma causa sem resposta, gasta exageradamente com armamentos e impede o resto do mundo de ver que as fronteiras pós 11 de Setembro, só aumentaram a nossa aversão e preconceito a muçulmanos e afins e ajudam os EUA, através de sua influência no Oriente Médio e Ásia Central (detentores das maiores jazidas de petróleo e gás natural do planeta) a se imporem política e militarmente sobre o restante do mundo.

Um comentário:

  1. Vai falar uma coisa dessas para os americanos...
    "Enforquem-na!" - é o que dirão.

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