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sexta-feira, 25 de junho de 2010

Altamira, 21 de Abril de 2010


Prezado Povo Brasileiro,

Mais uma vez a história do Brasil se repete, reforçando os elos entre os donos do poder e deixando em segundo plano os legítimos interesses na defesa dos verdadeiros donos da terra, que considero aqui, como os indígenas e ribeirinhas que vivem ao longo do Rio Xingu, onde a Usina Hidrelétrica de Belo Monte será construída.

Essa usina terá a capacidade de produzir 12.233MW de energia, porém, o que capitalistas defensores de tal obra não dizem é que ela não possuirá reservatório e dependerá apenas da água da chuva, fazendo, assim com que em épocas de seca, a eficiência da usina diminua consideravelmente, além disso, a obra inundará igarapés ao redor do Xingu e como a vazão da água do rio será reduzida, ciclos ecológicos da região e reprodução de algumas espécies de peixes sofrerão consideráveis interferências negativas.

A vazão do rio também prejudicará as populações que ali vivem, pois perderão o único meio de transporte que possuem para chegarem à cidade de Altamira, onde dispõem de médicos, dentistas e realizam seus comércios. A intenção do governo é deslocar essas populações de suas formas de vida tradicionais, deixando de lado décadas de cultura brasileira e costumes importantes para o país; esse ato causará não só o desconforto de ribeirinhas e principalmente dos indígenas, mas como também o fim da pesca e artesanato como forma de sobrevivência econômica desses povos.

O governo, caro Povo Brasileiro, poderia ampliar o campo de pesquisa na geração de energia renovável, para que os recursos naturais e a biodiversidade, bem como populações nativas sejam compreendidas como patrimônio nacional e, portanto, como elementos altamente valorizados e permanentes no país, afinal, os recursos hídricos da Amazônia continuarão no mesmo lugar, cabe a nós mostrarmos a quem precisa saber, que mais importante que o desenvolvimento econômico é o futuro que podemos construir a partir de mentes desenvolvidas. Ainda não estamos preparados para um desenvolvimento tão grande como o esperado para os próximos anos.


Atenciosamente,
A herança da consciência nacionalista dos velhos tempos.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Hoje e amar.

Quem dera se existisse a oportunidade de hoje, ao entardecer, eu te encontrasse, jogasse tudo pro alto, te abraçasse e fugisse com você pra que no pôr do sol, pudéssemos caminhar sobre as areias frias e macias da praia, ouvindo o barulho do mar e sentindo o encanto da tarde que vai embora.

Quem dera ao menos se hoje eu pudesse ter tocado suas mãos, segurado firme e prometido nunca te abandonar, quem me dera ser protegida pelo seu abraço novamente e ser totalmente rendida pelos seus beijos em momentos tão proibidos.

Que me dera se não existisse distancia, nem saudade nem espaço físico entre nós, meus desejos seriam realizados só ao pensar e o meu pensamento continuaria sendo somente você. Afinal, adoro sonhar e saber que ainda será só eu, você e o mar. Talvez não hoje, mas sim no eterno amar.