Durante uma boa parte da minha vida, entendi o amor como uma espécie de escravidão consentida, uma vassalagem amorosa talvez, cheio de cantigas de amor, de amigo, de sentimento platônico, recíproco, enfim, coisas de idiotas, de atoas e simpatizantes. Nunca me importei de verdade com o amor, o interessante seria que ele quando não tivesse mais o que fazer, por acaso me achasse e não que eu o procurasse, e aí, em um belo dia eu o vi, eu o VIVI!
O amor é um sujeito bacana, é uma surpresa gostosa, é um amigo a mais, o amor é a paciência, a tolerância, a perseverança, o companheirismo, o carinho, a intimação, o desejo, o beijo e a compaixão. O amor é a busca interminável pela perfeição, é o amor próprio, é o amor idealizado, é o bom e mau humor. O amor é vida, o amor é morte, o amor é rico, o amor é pobre, o amor é o oceano e a imensidão. O amor é alegria, é lagrima, é natal, ano novo, páscoa, festa de Judeu, festa de cristão, festa a fantasia e festa da sedução.
O amor é o contraste entre tudo, o amor são figuras de linguagens, são explosões de palavras, são excitações, são sorrisos e braços fortes, o amor SÃO. O amor é força, o amor é fraqueza, o amor é boca, o amor é olho, perna, nariz, bundas e peitos e até cotovelo! O amor é variável, o amor é equação cheia de frações, o amor é divisível, o amor é exclusivo, o amor não é traição. O amor é família, o amor é amizade, o amor é namoro, casamento e até eternidade. O amor de verdade é verdadeiro mesmo, o amor não é falso, é insano! O amor é aventura, o amor é perigo, é altos e baixos, é escondido, é demonstrado, o amor é tímido, é exonerado, é espontâneo, é forçado, é pecado, é perdão, é amor!
O amor é totalmente alcançável, eu só precisei me permitir sentir. O amor não acha a gente e muito menos a gente acha o amor, aprendi, que a na verdade nós já nascemos com ele, desde a primeira vez que meus pais me seguraram no colo, o amor estava presente ali, quando fui á escola pela primeira vez, quando dei meu primeiro beijo, quando me formei no ensino fundamental, quando vivi e aprendi coisas novas, quando me decepcionei, quando fiz coisas sem pensar, quando me aventurei, quando me arrisquei, enfim, enquanto eu continuo meu ciclo de vida sempre mudando... o amor, de um jeito ou de outro, estava e esta presente. Percebi que a minha parte é só libertar todo o amor que sinto, afinal, o amor é prazer, o amor é liberdade, o amor, o seu amor é você!
E quando eu estava farta, não totalmente satisfeita, talvez cheia de perguntas, apareceu a segunda e talvez melhor parte do amor, a minha outra metade, alguém totalmente diferente de mim, um eletronegativo, branco como a paz que me traz, calmo com a harmonia que me causa, que gosta de pagodes e reggae baixo, baixa funk na internet, fala pouco, me pega de jeito, sabe me olhar, tem um olhar, viaja comigo, se entende comigo, me faz delirar, me abraça e me protege, compartilha carinho, compartilha momentos, vive emoções, me doou um coração e em troca, eu o doei a minha vida.
Assim eu vou respirando então, inalando o amor em sua melhor essência e sem nenhuma condição, vou aprendendo a dividir, a aceitar e a desfrutar das coisas simples e importantes que existem e que antes, eu nunca tinha notado.
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