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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

A voz de um sábio.


Fui o maior empreendedor que o Brasil já teve, meu sonho era fazer desse país, uma potencia industrial, um país grande em pleno século 19, eu queria criar indústrias e infra-estrutura moderna, queria ver os escravos livres, queria o Brasil produzindo, exportando e enriquecendo, queria ver pequenas empresas crescerem, os trens circulando pelo país, as cidades todas iluminadas, a população ciente do lucro e essa nação comercializando com o mundo!

Se a população tivesse se conscientizado na minha época, a escravidão no Brasil teria sido totalmente abolida muito antes do decreto da princesa Isabel, os trabalhadores livres e assalariados teriam o direito de se unir e reivindicar condições de trabalho e salários melhores teriam o direito de organizar revoluções, que mais tarde poderiam levar a percepção de que o Brasil precisava de um governo liberal, onde o povo escolhesse os governantes que melhor os representassem e fizessem o país evoluir, não só industrialmente, mas em todos os aspectos. A republica poderia ser proclamada muito antes do que realmente foi, poderia ter sido um movimento popular e não militar.

Se o governo tivesse me apoiado e se espelhado no modelo da industrialização inglesa, ao invés de um país ligado por rodovias e rodovias, o Brasil teria mais ferrovias, produziria mais, exportaria produto final ao invés de matéria prima, não seria um país agrícola durante tanto tempo, teria condições de dar mais qualidade de vida para a população, teria mais bancos nacionais e menos multinacionais, pois o comercio nacional ia ser tão valorizado e moderno que teria condições de competir com o mercado externo.

Tudo isso seria possível, em prol do desenvolvimento que começaria muito antes do que realmente começou.
Eu, Irineu Evangelista de Souza, o Visconde de Mauá, infelizmente fui barrado pela elite mesquinha e conservadora desse país no século 19, fui enganado, sabotado e visto como uma ameaça ao fim da monarquia brasileira, monarquia essa que só atrasou o progresso do nosso país. Afundei-me em dividas, fali, e em 1889, morri.

Qualquer semelhança é pura coincidência. Qualquer sinal de melhoria é mínimo.

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