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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010


O coração da mulher, como muitos instrumentos depende de quem o toca. (Saint Prosper)


Antes de reclamar de uma mulher, olhe pra você primeiro. Se é um mau instrumentista, aperfeiçoe e volte. Se ela o esperar, quer dizer que ao menos você tem força de vontade, agora talento e potencial, é só com aperfeiçoamento. Como Saint Prosper disse, aprenda a tocar o coração de uma mulher, a valorize! Se não gosta do que esta recebendo, observe o que anda transmitindo.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Brasileiro nunca aprende...


Hoje me lembrei de uma frase que se tornou muito popular entre nós:
 Sou brasileiro e não desisto nunca. Claro que essa frase tem lá seus pontos positivos, brasileiros são persistentes, são guerreiros, lutam e conseguem o que querem, mas por outro lado, brasileiro é um bicho muito complexo! 

Brasileiro precisa esperar dar errado duas vezes, pra fazer de novo e mesmo assim continuar errando, custam a entender o processo certo, já repararam? Vou dar exemplos: os militares na Guerra do Paraguai, lá na época da monarquia, foram, lutaram ao lado de negros brasileiros que mataram e morreram pelo país, conviveram com soldados que defendiam a democracia, voltaram cheios de idéias democráticas e revolucionarias e demorou um pouquinho, mas no fim, a escravidão foi abolida e a (meia) democracia foi imposta. Hoje, os negros brasileiros (da mesma raça daqueles que lutaram na guerra do Paraguai) sofrem racismo aqui no Brasil, e têm até seu próprio conjunto de leis.

Anos após a Guerra do Paraguai, outros militares (que provavelmente tinham conhecimento sobre a Guerra do Paraguai) tiveram que ir guerrear fora DE NOVO, para serem contra o que acontecia no Brasil, dessa vez, na época de Getulio Vargas, os soldados brasileiros foram guerrear contra o socialismo na Itália, enquanto eles mesmos estavam impostos a uma ditadura no Brasil, voltaram cheios de idéias revolucionarias de democracia (mais uma vez) até acabarem com a ditadura. Ironicamente, ou não, algum tempo depois, outros MILITARES tomaram o poder brasileiro e implantaram uma DITADURA (igual a que militares lutaram contra quando voltaram da Itália), que durou longos anos e ficou conhecida como ditadura militar.

O ponto em que quero chegar é que em muitas áreas das épocas em que citei acima, a população se conscientizou e se mobilizou contra o que acontecia no país, porém, atualmente, somos interrompidos diariamente por tantos afazeres, preocupações e coisas que consideramos importantes, que não temos tempo para pararmos e pensarmos que o futuro do NOSSO país depende de nós e que o passado do Brasil é cheio de falhas REPETITIVAS que não precisavam estar lá.

Esperamos o ano virar para descobrirmos NOVAMENTE mais um político corrupto desmascarado, um ano é dinheiro na cueca, outro ano é dinheiro na meia pra comprar panetones, etc. É como um ciclo vicioso, criticamos pessoas assim diariamente e nos conformamos com o fato de elas nunca serem presas, de ao mínimo serem caçadas do cargo, ou nem isso. É ano de eleição, os partidos não podem ter seus nomes manchados, todos fingem que está tudo bem e ninguém mais fala nada. Nós lemos os jornais, assistimos televisão e continuamos nossas vidas normalmente, pagando nossos impostos e esperando DE NOVO outro corrupto ser flagrado.

No domingo de folga, compramos carne a mais pra fazer churrasco pros amigos, e o que sobra, jogamos no lixo, enquanto comemoramos nossa vida fácil e feliz, assistimos ao terremoto do Haiti, uma verdadeira catástrofe, que acabou com o país em todos os aspectos. Vemos soldados brasileiros no Haiti, artistas e pessoas normais (como nós) se mobilizando ao extremo para ajudar... Mas, MAIS UMA VEZ, precisamos da desgraça dos outros para enxergarmos a nossa? Precisamos ver vítimas do terremoto  passando fome e sem lugar pra  morar, para voltarmos nossa atenção para uma grande parte da população brasileira que não tem teto pra viver e nada pra comer diariamente? E nossas áreas periféricas que são constantemente alagadas e/ou desmoronadas?

E as crianças que deixam de estudar para trabalhar nos canaviais para comer? E o jovem que começa a roubar para sustentar a ele e sua família? E a má distribuição de riquezas aqui mesmo, no Brasil?

Todos esses dados que citei, como todos sabem, são comprovados por pesquisas e até mesmo por nós que vemos coisas parecidas todos os dias, será que não enxergamos, ou só vemos o que realmente queremos ver?

Seja você, a mudança que deseja realmente ver nos outros.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

A voz de um sábio.


Fui o maior empreendedor que o Brasil já teve, meu sonho era fazer desse país, uma potencia industrial, um país grande em pleno século 19, eu queria criar indústrias e infra-estrutura moderna, queria ver os escravos livres, queria o Brasil produzindo, exportando e enriquecendo, queria ver pequenas empresas crescerem, os trens circulando pelo país, as cidades todas iluminadas, a população ciente do lucro e essa nação comercializando com o mundo!

Se a população tivesse se conscientizado na minha época, a escravidão no Brasil teria sido totalmente abolida muito antes do decreto da princesa Isabel, os trabalhadores livres e assalariados teriam o direito de se unir e reivindicar condições de trabalho e salários melhores teriam o direito de organizar revoluções, que mais tarde poderiam levar a percepção de que o Brasil precisava de um governo liberal, onde o povo escolhesse os governantes que melhor os representassem e fizessem o país evoluir, não só industrialmente, mas em todos os aspectos. A republica poderia ser proclamada muito antes do que realmente foi, poderia ter sido um movimento popular e não militar.

Se o governo tivesse me apoiado e se espelhado no modelo da industrialização inglesa, ao invés de um país ligado por rodovias e rodovias, o Brasil teria mais ferrovias, produziria mais, exportaria produto final ao invés de matéria prima, não seria um país agrícola durante tanto tempo, teria condições de dar mais qualidade de vida para a população, teria mais bancos nacionais e menos multinacionais, pois o comercio nacional ia ser tão valorizado e moderno que teria condições de competir com o mercado externo.

Tudo isso seria possível, em prol do desenvolvimento que começaria muito antes do que realmente começou.
Eu, Irineu Evangelista de Souza, o Visconde de Mauá, infelizmente fui barrado pela elite mesquinha e conservadora desse país no século 19, fui enganado, sabotado e visto como uma ameaça ao fim da monarquia brasileira, monarquia essa que só atrasou o progresso do nosso país. Afundei-me em dividas, fali, e em 1889, morri.

Qualquer semelhança é pura coincidência. Qualquer sinal de melhoria é mínimo.