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sábado, 25 de setembro de 2010

Qual o papel da imprensa numa sociedade democrática?

Como cidadãos, todos tem direito a segurança, a saúde, a alimentação e ao voto, mas também temos deveres como exigir dos governantes o caráter , o investimento certo dos impostos arrecadados, o voto consciente, a solidariedade, a fiscalização do governo e de instituições dentro dos três poderes para evitar abusos, barganhas políticas, desvios de verbas, etc., devemos também exigir a coleta seletiva e principalmente opinar e sugerir soluções aos problemas do país; esse conjunto de práticas envolvendo a liberdade, que é a base da democracia, é denominado cidadania.

A imprensa, quando bem administrada é a democracia em sua forma mais aberta, pois deve mostrar principalmente na política, que rege o país, os dois lados de acontecimentos, deve prezar pelas exigências e satisfações da sociedade, pela fiscalização de promessas passadas e atuais de quem está no poder e não deve estabelecer uma opinião formada com a intenção de influenciar, pois a imprensa tem que ser a voz do país, tanto dos que se apoderam do verbo discordar, quanto dos que concordam. 

A mídia tem que apresentar a forma como a democracia vem sendo exercida, possibilitando ao cidadão exercer o que já antes foi definido: a cidadania.

sábado, 18 de setembro de 2010

Olhos, boca e amor.

Um rosto bonito é sinônimo de alegria e paz interior e os nossos olhos são a janela da alma, sendo assim, me fascina um belo olhar. Independente da cor dos olhos, me sinto seduzida pelo brilho de um olhar sincero, terno e cheio de amor, é esse brilho que me tira os sentidos, me mostra o abrigo.

E quando bem abrigada, diante de belos lábios, prefiro o expressar. Viajo ao escutar belas palavras e o corpo treme, não só pelo toque dos lábios, mas pela articulação que produz palavras doces, sensíveis e suaves em forma metafórica de música, poesia e claro: o amor. É como se as palavras, além de me tirarem também as palavras, me levassem os sentidos.

E mesmo já sem os sentidos, me refugio mais uma vez no brilho, nas harmônicas palavras, sentindo pairar a calma, calma essa que enriquece e enche a minha alma, que farta de ternura e coisas boas, torna o meu olhar recíproco.

Quando me dou por entendida, sem sentidos, lábios e olhares, passo usar o pensamento para refletir sobre a beleza e me alegro em saber que para mim, belo é somente o amor, fonte de vida, que mantêm os pulmões respirando e aquece corações apaixonados.

sábado, 11 de setembro de 2010

Fronteiras pós 11 de Setembro.


Há 9 anos, depois de dois aviões atingirem as Torres Gêmeas, nos EUA, novas fronteiras foram estabelecidas no mundo, não fronteiras geográficas, como a construção de muros físicos separando dois lugares, mas sim fronteiras na mente, capazes de erguer barreiras tão altas e fortes a ponto de cegar quase um planeta inteiro.

Após o atentado em Setembro de 2001, entrou em vigor uma guerra preventiva, o governo norte americano, sob a justificativa de uma cruzada mundial contra o terror, estabeleceu um chamado eixo do mal, que na verdade são países, alguns socialistas, que se opõem aos interesses americanos, como Cuba, Iraque, Irã, etc. Em 2003 então, tropas americanas, sem o consentimento da ONU, invadiram o Iraque, alegando que a ditadura de Sadam Husseim (mais tarde capturado e enforcado), produzia armas de destruição em massa, que nunca foram encontradas. Se Sadam está morto e não existem bombas atômicas no Iraque, por que a guerra praticamente persiste até hoje? É simples, mas as fronteiras do medo e do comodismo não nos deixam enxergar.

A partir da guerra Iraquiana, empresas petrolíferas norte americanas são significadamente beneficiadas, prisioneiros sem julgamento são torturados na Prisão de Guantánamo na base militar americana em Cuba, países inimigos dos EUA enfrentam dificuldades em comercializar com o resto do mundo, surgem novos conflitos e aumentam os ataques terroristas.

O mundo foi dividido ao meio, por uma fronteira imaginária que estabelece países bons e ruins. Os EUA não têm o direito de impor em quem se deve confiar ou não, pois se preocupam apenas com seus interesses, esse país luta há 9 anos por uma causa sem resposta, gasta exageradamente com armamentos e impede o resto do mundo de ver que as fronteiras pós 11 de Setembro, só aumentaram a nossa aversão e preconceito a muçulmanos e afins e ajudam os EUA, através de sua influência no Oriente Médio e Ásia Central (detentores das maiores jazidas de petróleo e gás natural do planeta) a se imporem política e militarmente sobre o restante do mundo.